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FERNANDA | 27 de setembro de 2024
Medalhas das Paralimpíadas 2024. Foto: Divulgação/CP

Mesmo com o fim das Olimpíadas, Paris continua no espírito olímpico com o início das Paralimpíadas em uma semana. O Brasil é sempre uma força neste tipo de competição, nas últimas três edições terminou em: sétimo em Tóquio 2021, oitavo na Rio 2016 e em sétimo em Londres 2012.

Em Paris, a expectativa do Brasil é terminar acima do sétimo lugar, o que resultará na melhor participação da história, e há motivos de sobra para acreditar nisso. Em novembro do ano passado, o Brasil quebrou recordes no Parapan de Lima: mais medalhas e mais ouros que em qualquer edição anterior. Foram 343 pódios e 156 ouros, superando a melhor marca anterior, 308 medalhas e 124 vitórias, em Lima 2019. Além disso, modalidades como Atletismo e Natação tiveram um ciclo paralímpico promissor e provavelmente vão gerar medalhas na capital da França.

Segundo dados da CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), os medalhistas receberão um prêmio 56,25% superior comparado às premiações oferecidas nos Jogos de Tóquio 2020. Os medalhistas de ouro em provas individuais receberão R$ 250 mil por medalha, enquanto a prata renderá R$ 100 mil cada, e o bronze, R$ 50 mil. Nas provas coletivas, por equipes, de revezamentos ou em pares, cada atleta vai receber R$ 125 mil por medalha de ouro. A prata vai render R$ 50 mil, enquanto o bronze vai ser premiado com R$ 25 mil por atleta; valores que esperam superar o recorde de R$ 7 milhões distribuídos em premiações aos atletas dos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Mesmo recebendo milhões de investimentos para a realização das Olimpíadas, Paris também não deixou de investir nos jogos paralímpicos, tornando a cidade mais acessível para atletas e turistas. Entre os 125 milhões de euros investidos, incluem:

  • Arenas com 8.000 lugares e certificação de acessibilidade;
  • 10 milhões de euros para melhorias em 6 instalações esportivas;
  • 244 escolas acessíveis até 2026;
  • 10.400 módulos sonoros em semáforos;
  • 21,9 milhões de euros para transporte sobre trilhos acessível
  • 5.288 voluntários treinados em deficiência.

Além dos investimentos recebidos, Paris também contará com a ajuda do Fundo Social Europeu (FSE), que investiu mais de €770.000 entre 2019 e 2022 em programas de carreira nas áreas que sediarão os principais eventos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024: a região da Grande Paris, a cidade de Paris, o departamento de Seine-Saint-Denis e Plaine Commune.

Tratando-se de Brasil, O Comitê Paralímpico Brasileiro anunciou algumas marcas como parceiras dos uniformes, como Havaianas, Asics e Toyota, que produziu mais de 500 kits com bolsas, pochetes e outros equipamentos a partir de materiais reciclados das fábricas. Além disso, o uniforme completo, com jaquetas, chapéu, camiseta e calça foram produzidas pela Asics. A parceria, que começou em 2023 com o CPB, resultou em elementos como zíperes nas laterais das roupas para facilitar atletas com próteses, etiquetas internas e o “Brasil” em braile. O uniforme foi completado por uma sandália inclusiva da Havaianas, que converterá 7% dos lucros do novo lançamento para o Comitê Paralímpico Brasileiro.

A delegação do Brasil vai contar ao todo com 280 representantes na delegação, superando o recorde atingido em Tóquio, quando contou com 259 convocados. O esporte com mais nomes nos Jogos, o atletismo, terá 71 atletas e 18 atletas-guia.

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É evidente que a edição de Paris 2024 promete ser um marco não apenas para o Brasil, mas para o movimento paralímpico como um todo. O comprometimento da cidade com a acessibilidade e a inclusão, aliado ao crescimento notável da delegação brasileira e ao significativo aumento das premiações, sinaliza um bom momento para os atletas paralímpicos. A expectativa é que a força e o talento dos competidores brasileiros superem as marcas anteriores, refletindo o resultado de um ciclo de preparação intensivo e de investimentos estratégicos.

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