A Maratona de Nova York é um dos eventos esportivos de maior impacto econômico nos Estados Unidos. Realizada anualmente, a corrida atrai cerca de 50 mil corredores de mais de 125 países, além de centenas de milhares de espectadores que acompanham o percurso de 42,195 km pelos cinco distritos da cidade.
Com um público diversificado, a maratona movimenta a economia local em várias frentes, gerando uma receita anual estimada em aproximadamente US$ 400 milhões. Esse impacto ocorre por meio do turismo, da ocupação hoteleira, do consumo em restaurantes e das vendas no varejo, além dos patrocínios e investimentos em marketing, que tornam a prova uma vitrine global para a cidade de Nova York.
O efeito positivo no turismo e na economia local não se limita a Nova York. Outras maratonas internacionais, como as de Boston, Chicago e Berlim, também demonstram que eventos de corrida têm um enorme potencial de desenvolvimento econômico, refletindo a crescente popularidade desse esporte em todo o mundo.
O Brasil tem visto um crescimento expressivo no número de praticantes de corrida de rua, tornando-se um fenômeno tanto esportivo quanto econômico e atraindo investimentos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Esse aumento é registrado pelo uso de plataformas digitais, como o Strava, onde o país figura entre os principais mercados, apresentando um aumento de 40% nas atividades em 2022 e atualmente somando mais de 18 milhões de usuários, atrás apenas dos Estados Unidos, país de origem do aplicativo.
Em 2023, a Maratona do Rio de Janeiro, o maior festival de corridas da América Latina, incluindo provas de 5 km a 42 km, gerou um impacto econômico de R$ 137,2 milhões para o estado, uma contribuição direta de R$ 173 milhões para o PIB do Rio e a criação de 2,8 mil empregos temporários. O impacto econômico das corridas de rua no Brasil é comparável ao de grandes eventos internacionais, especialmente em termos de movimentação turística e consumo.
Com números cada vez mais significativos, o setor começa a chamar a atenção do mercado de Private Equity e M&A que vêem uma boa oportunidade de rentabilização. Um exemplo disso foi a empresa de tecnologia e eventos, Ingresse, que, meses atrás, adquiriu a Ticket Sports, ampliando sua presença no mercado esportivo.
Especialista em investimentos, estratégias e soluções focados em negócios do esporte, a Outfield é um grupo de empresas dedicadas a tornar a indústria esportiva cada vez mais profissional e interessante para investidores.